Final de semana passado fomos para Ilhabela (praticamente nossa segunda casa) para mudar de ares, respirar um pouco. Aqui vou contar a nossa experiência, os medos e os cuidados que tomamos em uma viagem em meio a pandemia.
Importante: nós não nos hospedamos em hotel (apesar de grande parte dos hotéis e pousadas já estarem abertos) e a ideia era não ter contato com ninguém.
Muito se tem falado de turismo de isolamento, que é diferente do turismo tradicional, onde a gente vai passear, conhecer a cidade de destino etc. No turismo de isolamento o objetivo é manter a quarentena com as mesmas pessoas que estavam em isolamento, porém em um local distante/ diferente da sua casa, com maior contato com a natureza, mais espaço, etc. Pra tomar um ar mesmo, mudar de ambiente!

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Então, seguindo essa nova modalidade de turismo, pegamos estrada. Levamos todos os alimentos e insumos de São Paulo (onde só compramos por delivery). Na estrada, usamos Sem Parar nos pedágios e na balsa também. E quanto à gasolina, em São Paulo, de vez em quando precisamos sair e abastecer no posto, portanto já é um lugar que voltou a fazer parte da rotina.
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No segundo dia, sugeri passarmos na praia pra pisar na areia, dar um mergulho rápido e voltarmos pra casa. Fomos, mas sem levar cadeira, canga, nada! Bem diferente do que estamos acostumados, como escrevi no post “Viagem para a praia com bebê e criança: o que levar“
levei lenço umedecido, álcool gel, saquinhos para as máscaras e uma máscara extra para cada pessoa (caso alguma caísse na areia ou molhasse, por exemplo). É bizarro, mas é indispensável ter essa preocupação na hora de arrumar a sua bolsa.
Em Ilhabela os restaurantes, bares e quiosques de praia já estão funcionando (mas não servem na areia).
A situação da Praia do Julião: bastante gente e praticamente ninguém de máscara. Me senti um ET (mas nos mantivemos assim). Rodrigo foi andar com o Teodoro nas pedras (ambos de máscara) e eu fiquei mais isolada com Alice brincando na areia.
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A máscara que estou usando é da Malwee, com tecido com acabamento antiviral, antibacteriano e antifungos, eficaz contra a Covid. Saiba mais sobre a linha Malwee Protege.
No tempo que ficamos, eu vi, no máximo, 3 pessoas passando de máscara por mim. O restante estava caminhando ou sentado, bebendo, conversando, curtindo, tudo sem máscara. Tipo vida normal. Foi chocante.
E aí entendi quando li que na pandemia, o problema não é a praia para a proliferação do vírus e sim os banhistas, que acabam se aglomerando.
Não fiquei nem 5 minutos na praia (na verdade a ideia era essa mesmo). Me senti mal por estar em um lugar com tanta gente, mesmo com distanciamento e ao ar livre. Não cheguei a molhar meus pés na água, pra terem ideia. Me senti acuada. Minha família e eu estávamos de máscara, protegendo a nós e aos outros. Por que os outros não podiam estar de máscara também?
E as crianças?
A gente já tinha conversado com as crianças que seria uma passagem rápida na praia. Eles estão entendendo a situação e não houve resistência por parte deles na hora de ir embora. Dias depois, já em São Paulo, fiquei mega orgulhosa da Alice quando foi contar a novidade para a professora que tínhamos estado na praia. Ela disse: “mas a gente ficou pouco porque a minha mãe não achou seguro, tinha muita gente sem máscara lá“. Ela não só entendeu como soube passar a informação adiante! 🙂
Quanto ao comércio, hotéis e restaurantes abertos e a minha opinião sobre essa flexibilização e reabertura do turismo: não sei quantas pessoas perderam seus empregos e agora estão aliviados em poder retornar e ter seu ganha pão de volta, principalmente se tratando de uma cidade que tem o turismo como uma fonte de renda importante (se não a mais). Não dá pra julgar.
Mas é inadmissível turistas não usarem máscara em locais públicos, como uma praia. Nesse sentido acho, inclusive, mais seguro viajar para um hotel fazenda ou resort, onde o ambiente é controlado e os protocolos de higiene são seguidos à risca.
Veja quais hotéis já anunciaram a reabertura e descubra como será o “novo normal” da hotelaria
É isso. Com todos os cuidados, dá para respirar, mas penso que muita gente ainda não está pronta pra esse tal de “novo normal” não.
